ARTIGOS

Quer sair do vermelho?

 

(*) por Ligia Antunes

Dê um basta na situação e comece a planejar o seu futuro...



1. Saindo do endividamento

Você gastou mais do que podia e agora seus cheques estão sendo devolvidos. Para tentar contornar a situação, você atrasa o pagamento de algumas prestações e paga o valor mínimo do cartão de crédito. Isso se arrasta por alguns meses, a dívida aumenta e seu nome vai parar no cadastro de inadimplentes do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), do Serasa (Centralização de Serviços Bancários) e do Banco Central.

Muitas vezes compra-se por compulsão, para compensar tristezas, frustrações, medos e inseguranças. Essa situação é difícil, mas com paciência e tempo você pode resolver tudo sozinho.

Se for o caso, admita que você, assim como muitas pessoas, erra e que precisa de auxilio quando o assunto é dinheiro.

Em primeiro lugar, esqueça os agiotas e o dinheiro fácil sem burocracia. Muito mais vantagem é trocar juros do cartão de crédito e do cheque especial por um empréstimo pessoal que geralmente é metade do valor dos juros.

Faça um novo cálculo de suas dívidas com um especialista (contador, advogado ou órgão de defesa do consumidor) assim você fica sabendo o quanto deve na realidade. Muita gente, depois de recalcular o saldo, descobre que já pagou a dívida e que até tem dinheiro a receber.

Com o dinheiro na mão, faça as contas para saber quanto pode pagar por mês.

Muitas pessoas se intimidam com a pressão de cobradores inescrupulosos e acabam aceitando a cobrança de multas e juros abusivos ou assinam acordos desonestos. O melhor é documentar as ameaças e denunciá-las a justiça ou a um órgão de defesa do consumidor. A empresa que contratou os serviços de cobrança será responsabilizada por danos morais.

Procure os credores e renegocie as dívidas de acordo com suas possibilidades. Se surgir algum imprevisto, tente fazer um acordo de novo parcelamento.

Feito isso é hora de limpar o nome.

Os cheques devolvidos podem ser resgatados dos credores mediante pagamento do débito a vista ou em parcelas. De qualquer modo, peça uma declaração de quitação da dívida com firma reconhecida. Entregue o cheque e a declaração na sua agência bancária, onde será cobrada uma taxa para que seu nome seja retirado do cadastro dos emitentes dos cheques sem fundos.

Se o cheque foi protestado em cartório é preciso pagar o valor impresso na intimação, e se o prazo estiver vencido, procure o credor para quitar ou parcelar a dívida.

Os comprovantes precisam ter firma reconhecida e ser entregue no cartório. Como garantia, peça uma certidão negativa. O credor tem 5 dias para retirar o nome do consumidor das listas SPC e do SERASA. A partir do pagamento de sua dívida, é hora de planejar os gastos, pensar em investimentos e no futuro do seu dinheiro, separando primeiro um percentual para tal e, depois de honrar todas as obrigações, se sobrar, gastar.

2. Orçamento Pessoal

Ao final de cada mês algumas pessoas enlouquecem tentando ajustar seu pagamento com suas despesas. Muitas vezes ficam no vermelho sem saber o porque isso acontece e acabam culpando pessoas ou situações. Geralmente as pessoas não fazem um planejamento de sua vida financeira.

O planejamento financeiro é fundamental para dar um rumo à nossas vidas. Comprar um carro, um imóvel, fazer uma viagem, comprar coisas para casa, planejar nosso futuro profissional, etc, dependem de como nos organizamos para atingir nossos objetivos.

Um bom planejamento financeiro vai depender de muita disciplina e controle de todos os gastos.

Tudo que já fizemos na vida serve como base de análise para futuras correções de rota. O Orçamento deverá ser elaborado considerando suas experiências e vivências.

Não adianta levar em conta possíveis aumento de salário ou conjecturas de outras rendas que ainda não são concretas. Se seus objetivos dependerem de uma renda maior , vá em busca de alternativas de solução. Mas seu orçamento deve estar baseado em sua situação ou renda real.

Para conseguir um bom controle orçamentário, você deverá administrar todos os gastos e envolver todos que fazem parte das despesas. A esposa e filhos, por exemplo devem estar envolvidos e ter consciência da necessidade de manter um padrão orçamentário, Com isso todos saem ganhando.

Fazer um controle das despesas, não significa que a família terá que passar necessidades, ou ficar "apertada". Fazer um planejamento financeiro facilitará a compra de um carro novo, um computador para seu filho, aquela viagem tão sonhada, ou aquele curso que permitirá seu crescimento profissional e a melhoria de sua renda familiar.

Planeje muito bem seu orçamento. Veja quais são os gastos necessários e o quanto poderá ser dispendido. Estabeleça regras e defina quais são as prioridades.

Você deve encarar os problemas financeiros de maneira objetiva. Administrar sua vida financeira significa gastar dentro dos limites do que se ganha. Para obter bons resultados, você precisa ser firme e constante, até conseguir o seu objetivo ou meta.

Você precisa ter um plano de gastos ou aplicações, evitando furos, pois cheque especial ou retiradas de aplicações podem gerar perdas.

Seu planejamento deve ser realista. Para que o orçamento possa funcionar, você deverá considerar os desejos de todas a pessoas da família e todos os gastos deverão passar por uma análise criteriosa.

Mas não esqueça que a vida tem imprevistos. Sempre que houver alguma mudança, avalie o impacto e procure reprogramar-se. Isso é comum em qualquer plano.

Um orçamento pessoal ajuda você a determinar e controlar os gastos. Se suas despesas são muito altas e se você quer investir mais, reveja seu orçamento pessoal e identifique onde você pode cortar gastos. Quanto mais simples e realista for seu orçamento, maior será a chance de você controlá-lo.

A elaboração do orçamento doméstico nem sempre é uma tarefa fácil. Definir quais são as suas necessidades e planejar todos os gastos, considerando sempre a renda disponível, é uma forma de começar a economizar.

Inicialmente, relacione suas despesas fixas, tais como luz, gás, água, telefone, aluguel, condomínio, transporte, educação, assistência médica, alimentação, etc. Acrescente à lista as despesas eventuais com remédios, consertos em geral, cabeleireiro, oficina mecânica, lazer e outras. Para estas, reserve uma parte de seu salário, pois, estes gastos, muitas vezes inesperados, não são raros. O canhoto de seu talão de cheques pode lhe dar muitas informações à respeito de seus gastos.

3. Economizando nas despesas

Como economizar nas despesas fixas

Alimentação

Antes de ir ao supermercado, elabore uma lista de tudo que você precisa. Desta forma, evitará gastos desnecessários. Fique atento a disposição dos produtos nas prateleiras: supérfluos e itens mais caros estão, normalmente, sempre ao seu alcance.

Lembre-se de que as pessoas têm maior tendência a comprar supérfluos quando vão ao supermercado com fome.

Vestuário

Não compre por impulso. Pesquise! O mesmo produto pode ser encontrado em diversas lojas por preços diferenciados. Cuidado com as promoções. Nem sempre elas são tão vantajosas quanto se apresentam.

Mensalidades (escolares, convênios, clubes, etc.)

Atente-se às cláusulas referentes às datas de vencimento dos pagamentos, assim como às penalidades previstas em contrato. Procure, se possível, adequar os vencimentos a datas posteriores à do recebimento do seu salário.

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